Moza aposta na inclusão financeira

O Moza quer aproveitar o processo de recapitalização para continuar a melhorar os seus serviços e expandir a banca para as zonas mais distantes das principais cidades. Esta informação foi avançada pelo seu Director de Canais Electrónicos, Marco Abalroado.

Em Moçambique, apenas 20% da população têm acesso à banca. Para alterar esta realidade, e levar os serviços bancários à maioria da população, o Moza está a desenvolver diversos produtos, com ênfase para o uso da tecnologia.

As perspectivas expansionistas do Moza, surgem num período em que as diferentes instituições nacionais e internacionais perspectivam melhorias para a economia moçambicana a curto prazo. Com esse cenário a desenhar-se, o Director de Canais Electrónicos do Moza, Marco Abalroado, diz ser possível buscar para Moçambique, soluções menos complexas e que se provaram eficazes em outros mercados. 

"Se olharmos para o sistema bancário moçambicano, á partir de uma perspectiva de produtos que provavelmente não são tão complexos, como os usados em mercados mais maduros como o Americano e o Europeu, vemos claramente que existem várias oportunidades para desenvolver soluções inovadoras, distintas e eficazes para o país.”

Uma da formas de acelerar a inclusão financeira é, de acordo com Marco Abalroado, intensificar-se a aposta nos agentes bancários, principalmente nas zonas rurais.

“Um agente bancário é um ponto de venda que processa transacções de clientes em representação de um banco,” explica Abalroado que defende ser, neste momento, importante ver como o Banco “pode chegar efectivamente até a população”.

Quando em 2011 Abalroado passou a integrar a equipa do Moza Banco, imediatamente notou que Moçambique tinha um sistema bancário desenvolvido, com tecnologia avançada, no uso de mobile banking. Esta realidade não deixa dúvidas em relação ao caminho que a banca moçambicana deve seguir e que o Moza pretende liderar.

"Se olharmos para países semelhantes, por exemplo, o Brasil, a banca atingiu a maioria da população através de agentes bancários. Acho que o agente bancário e a banca móvel são soluções privilegiadas para nos aproximar-mos da maioria da população moçambicana”, defende Abalroado.

Apesar do Moza estar a fazer um esforço para colocar Unidades de negócio em todo o País, o Director de Canais Electrónicos daquela instituição, lembra o desafio que isso implica tendo em conta as dimensões do país:

“O País dispõe de cerca de 600 Agências bancárias, mas é preciso ter em mente que este é um país enorme, com 2.500 quilómetros de norte a sul e 1.000 de leste a oeste. 600 Agências são literalmente nada. Para que o país esteja coberto, precisaríamos de cerca de 3.000 agências. Realisticamente, é pouco provável que isso aconteça no curto prazo.”

Perante esta realidade, Abalroado acredita que a solução passa pela expansão do projecto “Banco do Merkado” combinada com a criação de uma ampla rede de agentes bancários.

Neste momento o Moza está numa fase de recapitalização o que é visto por Marco Abalroado como uma oportunidade para o Banco reforçar o seu posicionamento e o seu contributo para o desenvolvimento do país.

"Nós estamos actualmente num processo de recapitalização que, aquando da sua concretização, certamente irá impulsionar-nos para continuarmos a nossa história e tornarmo-nos num dos bancos mais relevantes do país. Devemos isso ao país: facilitar o acesso e uso de serviços bancários".


15/05/2017

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