Moza Banco chega a mais 20 distritos até 2019

A iniciativa enquadra-se no projecto do Governo denominado “Um Distrito, Um Banco”, que visa permitir que mais moçambicanos tenham acesso aos serviços bancários.

No âmbito do processo de bancarização de Moçambique, o Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, e o Moza Banco assinaram, na tarde desta segunda-feira, um acordo que prevê que esta entidade bancária possa expandir os seus serviços para mais 20 distritos do País até o ano 2019, visando permitir que mais moçambicanos tenham acesso ao sistema financeiro.

Trata-se dos distritos de Meluco e Quissanga (em Cabo delgado); Majune, Chimbonila, Ngauma e Sanga (em Niassa); Liúpo, Memba e Nacarôa (em Nampula); Marínguè (em Sofala); Machaze (em Manica); Chinde, Derre, Ile, Lugela e Mocubela (na Zambézia); Tsangano (em Tete); Chigubo, Guijá e Mapai (em Gaza).

O acto enquadra-se no projecto “Um Distrito, Um Banco” lançado pelo Governo em 2016, que tem em vista acelerar o processo de bancarização das zonas rurais, visando minimizar o sofrimento da população que tem percorrido distâncias em busca de uma unidade bancária.

Na sua intervenção, o Ministro da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, manifestou a preocupação do Governo em expandir os serviços bancários para mais pontos do País.

“Temos consciência como Governo que expandir a banca para os locais mais recônditos de Moçambique continua a ser um desafio, o Moza Banco desde o início aderiu a política nacional de bancarização e hoje damos mais um passo importante no objectivo de permitir que mais moçambicanos possam ter acesso aos serviços financeiros num raio razoável de máximo 3 quilómetros”, referiu o governante.

Por outro lado, Celso Correia assegurou que o seu Governo tudo fará para materializar o acordo ora assinado, visando beneficiar a população e a economia moçambicana.

“Tudo faremos para cumprir a nossa meta de assegurar que todos os 153 distritos a nível nacional possam ter no mínimo um balcão até 2019. Em Moçambique, ainda temos milhares de moçambicanos que tem de percorrer horas, senão dias, para ter acesso ao seu salário e a uma agência bancária”, acrescentou o ministro. 

Por sua vez, o Presidente de Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco, João Figueiredo, manifestou o interesse em continuar a levar o sistema bancário aos moçambicanos.

 “Somos hoje um Banco Universal e de Retalho, com 3ª maior rede de Agências do país, composta por cerca de 55 balcões. Pretendemos reforçar o nosso posicionamento expandindo a nossa presença para outros locais e esta parceria vai certamente facilitar a concretização deste objectivo ”, referiu o PCA do Moza Banco, João Figueiredo, momentos após rubricar o acordo com o MITADER.

Importa referir que no âmbito do projecto “Um Distrito, Um Banco” o Moza já se faz presente nos distritos de Chicualacuala (em Gaza); Vanduzi e Gondola (em Manica); e Murrupula (em Nampula).


28/11/2018

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