Noticias

Informação Relevante - Comunicado do Banco de Moçambique ao Público (02/06/17)
02/06/2017

SOBRE A COMPRA DO MOZA PELA KUHANHA

"O Banco de Moçambique anunciou esta quarta-feira, 30 de Maio de 2017, em Conferência de Imprensa, o vencedor do concurso relativo à compra do Banco MOZA.

E o concorrente anunciado é a KUHANHA-Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique.

Perante uma massiva reacção em relação ao concorrente vencedor há que lembrar o seguinte:

  •   Era preciso resolver, em definitivo, a situação do MOZA;
  •   O concurso aberto era para todos os que reuniam requisitos;
  •   A permanência do MOZA na situação em que estava não se afigurava sustentável. Ou seja, o buraco financeiro da instituição era gigantesco no momento da intervenção;
  •   Sendo o MOZA um banco sistêmico, capaz de arrastar consigo vários problemas com a sua liquidação, era necessário agir quanto antes.

 Os passos dados e que indiciam, para muitos analistas, violação da lei e da ética, foram superados por uma decisão superior de gestão, a qual evitou o descalabro que se notaria caso esta solução não tivesse tido lugar.

Como em muitas situações, a decisão tomada conforta os que a levaram a cabo, no sentido de que foi recuperada na sua plenitude uma instituição que poderia ter tido uma sorte bem pior e que levaria os clientes, singulares e entidades colectivas, ao caos e com o dedo acusador a uma hipotética apatia e indiferença do Banco Central.

 

Maputo aos 1 de Junho de 2017."

Informação Relevante - Comunicado do Banco de Moçambique ao Público (01/06/17)
01/06/2017

"A 5 de Dezembro e 2016, o Banco de Moçambique (BM) emitiu um comunicado através do qual deu a conhecer a constituição de uma Comissão de Avaliação composta pelo Presidente do Conselho de Administração Provisório, um representante do BM E outro do IFC – International Financial Corporation, uma entidade do Grupo Banco Mundial.

O trabalho da Comissão consistiu em assessorar o Conselho de Administração Provisório na selecção da entidade elegível para proceder à recapitalização do Moza Banco, SA (Moza Banco), nomeadamente realizando todo o trabalho técnico conducente ao apuramento da referida entidade. Do trabalho realizado, a Comissão apurou, por unanimidade, como concorrente vencedor, a Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique (Kuhanha).

Subsequentemente, o Conselho de Administração Provisório remeteu ao BM, a proposta da entidade apurada, para aprovação.

Feita a verificação da conformidade da entidade seleccionada com os requisitos prudenciais dentre os quais, a capacidade financeira para garantir a estabilidade da instituição, adequação do plano de negócios e dos membros dos órgãos sociais propostos, o BM constatou que a Kuhanha preenche os requisitos para a recapitalização do Moza Banco.  

Assim, a Kuhanha deve recapitalizar o Moza Banco em 8.170.000.000,00 MT (oito mil, cento e setenta milhões de Meticais). Importa realçar que o direito concedido à Kuhanha, na qualidade de concorrente seleccionada, decorre do facto dos accionistas do Moza Banco terem abdicado do exercício do direito de preferência, dentro do prazo estabelecido, findo a 23 de Março de 2017.

O BM quer agradecer publicamente a Comissão de Avaliação e o Conselho de Administração Provisório pela sua dedicação e profissionalismo, na condução do processo de recapitalização do Moza Banco.

Por fim, o BM congratula-se pelo facto da Kuhanha, concorrente vencedora, ser uma entidade eminentemente nacional."

Moza aposta na inclusão financeira
15/05/2017

O Moza quer aproveitar o processo de recapitalização para continuar a melhorar os seus serviços e expandir a banca para as zonas mais distantes das principais cidades. Esta informação foi avançada pelo seu Director de Canais Electrónicos, Marco Abalroado.

Em Moçambique, apenas 20% da população têm acesso à banca. Para alterar esta realidade, e levar os serviços bancários à maioria da população, o Moza está a desenvolver diversos produtos, com ênfase para o uso da tecnologia.

As perspectivas expansionistas do Moza, surgem num período em que as diferentes instituições nacionais e internacionais perspectivam melhorias para a economia moçambicana a curto prazo. Com esse cenário a desenhar-se, o Director de Canais Electrónicos do Moza, Marco Abalroado, diz ser possível buscar para Moçambique, soluções menos complexas e que se provaram eficazes em outros mercados. 

"Se olharmos para o sistema bancário moçambicano, á partir de uma perspectiva de produtos que provavelmente não são tão complexos, como os usados em mercados mais maduros como o Americano e o Europeu, vemos claramente que existem várias oportunidades para desenvolver soluções inovadoras, distintas e eficazes para o país.”

Uma da formas de acelerar a inclusão financeira é, de acordo com Marco Abalroado, intensificar-se a aposta nos agentes bancários, principalmente nas zonas rurais.

“Um agente bancário é um ponto de venda que processa transacções de clientes em representação de um banco,” explica Abalroado que defende ser, neste momento, importante ver como o Banco “pode chegar efectivamente até a população”.

Quando em 2011 Abalroado passou a integrar a equipa do Moza Banco, imediatamente notou que Moçambique tinha um sistema bancário desenvolvido, com tecnologia avançada, no uso de mobile banking. Esta realidade não deixa dúvidas em relação ao caminho que a banca moçambicana deve seguir e que o Moza pretende liderar.

"Se olharmos para países semelhantes, por exemplo, o Brasil, a banca atingiu a maioria da população através de agentes bancários. Acho que o agente bancário e a banca móvel são soluções privilegiadas para nos aproximar-mos da maioria da população moçambicana”, defende Abalroado.

Apesar do Moza estar a fazer um esforço para colocar Unidades de negócio em todo o País, o Director de Canais Electrónicos daquela instituição, lembra o desafio que isso implica tendo em conta as dimensões do país:

“O País dispõe de cerca de 600 Agências bancárias, mas é preciso ter em mente que este é um país enorme, com 2.500 quilómetros de norte a sul e 1.000 de leste a oeste. 600 Agências são literalmente nada. Para que o país esteja coberto, precisaríamos de cerca de 3.000 agências. Realisticamente, é pouco provável que isso aconteça no curto prazo.”

Perante esta realidade, Abalroado acredita que a solução passa pela expansão do projecto “Banco do Merkado” combinada com a criação de uma ampla rede de agentes bancários.

Neste momento o Moza está numa fase de recapitalização o que é visto por Marco Abalroado como uma oportunidade para o Banco reforçar o seu posicionamento e o seu contributo para o desenvolvimento do país.

"Nós estamos actualmente num processo de recapitalização que, aquando da sua concretização, certamente irá impulsionar-nos para continuarmos a nossa história e tornarmo-nos num dos bancos mais relevantes do país. Devemos isso ao país: facilitar o acesso e uso de serviços bancários".