Noticias

Moza com um novo posicionamento no mercado
28/07/2017

João Figueiredo é o PCA indicado pelos accionistas

Os accionistas do Moza Banco reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na passada sexta-feira, dia 28/07, aprovaram os novos órgãos sociais, que tem como Presidente do Conselho de Administração executivo, João Figueiredo, assim como um novo plano estratégico de actuação no Mercado.

A agenda de trabalhos da Assembleia Geral incluiu também o informe sobre o processo de aumento de capital social aprovado da última reunião da Assembleia Geral; a ratificação da contratação da empresa de auditoria externa para o exercício de 2016; deliberação sobre a contratação da empresa de auditoria externa para o exercício de 2017; apreciação e deliberação relativa ao Relatório e Contas do último exercício; entre outros pontos.

O evento marca assim o final da intervenção do Banco de Moçambique no Moza, e o início de um novo ciclo na história para o Banco que detém a 3ª maior rede de balcões a operar no país.

Em mensagem dirigida aos colaboradores do Banco instantes após a Assembleia Geral de Accionistas, o PCA Executivo do Moza anunciou o início de um novo ciclo, no qual o Banco se encontra melhor preparado para enfrentar os desafios do futuro. “Hoje, com o término da intervenção do Banco de Moçambique, podemos com firmeza anunciar o fim de um ciclo do nosso Banco, dando por encerrado o capítulo do saneamento e reequilíbrio da estrutura financeira e patrimonial. Assim, é com toda a clareza que podemos dizer que terminamos esta fase com pleno sucesso. O Banco Moza é hoje uma Instituição capitalizada, estruturalmente sólida, cumpridora dos rácios prudenciais regulamentares, e segura para os seus depositantes.”

De acordo com o PCA do Moza, o Banco vai manter a sua essência enquanto Banco Universal, colocando no seu ADN “a relação com o cliente”, a quem irá servir com padrões de alta qualidade e através duma oferta de produtos e serviços ajustada a necessidade específica de cada segmento de Mercado.

Com a aprovação de Contas e das restantes matérias discutidas na presente Assembleia, os Accionistas deram um claro sinal de confiança na equipa de gestão liderada por João Figueiredo, assim como renovaram o seu compromisso de dotarem o Moza com a capacidade necessária para instituição ocupar um papel de maior relevo no panorama do Sistema Financeiro Nacional.

Refira-se que com a injecção de capital por parte do novo accionista - a Kuhanha, o Moza tornou-se a instituição financeira melhor capitalizada do mercado, com capital social de 10.299.200.000 meticais (dez mil duzentos e noventa e nove milhões e duzentos mil Meticais), cerca de seis vezes acima do novo mínimo imposto pelo Banco Central aos Bancos comerciais, fixado em 1.200.000.000 (mil e duzentos milhões de Meticais).

Informação Relevante - Comunicado do Banco de Moçambique ao Público (02/06/17)
02/06/2017

SOBRE A COMPRA DO MOZA PELA KUHANHA

"O Banco de Moçambique anunciou esta quarta-feira, 30 de Maio de 2017, em Conferência de Imprensa, o vencedor do concurso relativo à compra do Banco MOZA.

E o concorrente anunciado é a KUHANHA-Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique.

Perante uma massiva reacção em relação ao concorrente vencedor há que lembrar o seguinte:

  •   Era preciso resolver, em definitivo, a situação do MOZA;
  •   O concurso aberto era para todos os que reuniam requisitos;
  •   A permanência do MOZA na situação em que estava não se afigurava sustentável. Ou seja, o buraco financeiro da instituição era gigantesco no momento da intervenção;
  •   Sendo o MOZA um banco sistêmico, capaz de arrastar consigo vários problemas com a sua liquidação, era necessário agir quanto antes.

 Os passos dados e que indiciam, para muitos analistas, violação da lei e da ética, foram superados por uma decisão superior de gestão, a qual evitou o descalabro que se notaria caso esta solução não tivesse tido lugar.

Como em muitas situações, a decisão tomada conforta os que a levaram a cabo, no sentido de que foi recuperada na sua plenitude uma instituição que poderia ter tido uma sorte bem pior e que levaria os clientes, singulares e entidades colectivas, ao caos e com o dedo acusador a uma hipotética apatia e indiferença do Banco Central.

 

Maputo aos 1 de Junho de 2017."

Informação Relevante - Comunicado do Banco de Moçambique ao Público (01/06/17)
01/06/2017

"A 5 de Dezembro e 2016, o Banco de Moçambique (BM) emitiu um comunicado através do qual deu a conhecer a constituição de uma Comissão de Avaliação composta pelo Presidente do Conselho de Administração Provisório, um representante do BM E outro do IFC – International Financial Corporation, uma entidade do Grupo Banco Mundial.

O trabalho da Comissão consistiu em assessorar o Conselho de Administração Provisório na selecção da entidade elegível para proceder à recapitalização do Moza Banco, SA (Moza Banco), nomeadamente realizando todo o trabalho técnico conducente ao apuramento da referida entidade. Do trabalho realizado, a Comissão apurou, por unanimidade, como concorrente vencedor, a Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique (Kuhanha).

Subsequentemente, o Conselho de Administração Provisório remeteu ao BM, a proposta da entidade apurada, para aprovação.

Feita a verificação da conformidade da entidade seleccionada com os requisitos prudenciais dentre os quais, a capacidade financeira para garantir a estabilidade da instituição, adequação do plano de negócios e dos membros dos órgãos sociais propostos, o BM constatou que a Kuhanha preenche os requisitos para a recapitalização do Moza Banco.  

Assim, a Kuhanha deve recapitalizar o Moza Banco em 8.170.000.000,00 MT (oito mil, cento e setenta milhões de Meticais). Importa realçar que o direito concedido à Kuhanha, na qualidade de concorrente seleccionada, decorre do facto dos accionistas do Moza Banco terem abdicado do exercício do direito de preferência, dentro do prazo estabelecido, findo a 23 de Março de 2017.

O BM quer agradecer publicamente a Comissão de Avaliação e o Conselho de Administração Provisório pela sua dedicação e profissionalismo, na condução do processo de recapitalização do Moza Banco.

Por fim, o BM congratula-se pelo facto da Kuhanha, concorrente vencedora, ser uma entidade eminentemente nacional."